UTILIZAÇÃO DE DISPOSITIVO DE ÁUDIO (WIZPEN) PARA AUXILIO NA APRENDIZAGEM DE IDIOMAS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL.

UTILIZAÇÃO DE DISPOSITIVO DE ÁUDIO (WIZPEN) PARA AUXILIO NA APRENDIZAGEM DE IDIOMAS PARA ALUNOS COM DEFICIÊNCIA VISUAL.
Por Alline Vandressa Maia Kochhann
Polo – Uruguaiana

Data (12/09/2017)
Vivem no Brasil, de acordo como o Censo Demográfico do IBGE, mais de seis milhões de deficientes visuais. A deficiência visual é a perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos, com caráter definitivo, não sendo suscetível de ser melhorada ou corrigida com o uso de lentes e/ou tratamento clínico ou cirúrgico. Como sabemos, são inúmeros os obstáculos para os deficientes visuais, sendo a inclusão escolar uma das grandes barreiras em nosso país.
O primeiro recurso desenvolvido para o enfrentamento da dificuldade de inclusão por parte dos deficientes visuais foi o braile. Criado por Louis Braille, em 1825, na França, o sistema braille é conhecido universalmente como código ou meio de leitura e escrita das pessoas cegas. Baseia-se na combinação de 63 pontos que representam as letras do alfabeto, os números e outros símbolos gráficos. A combinação dos pontos é obtida pela disposição de seis pontos básicos, organizados espacialmente em duas colunas verticais com três pontos à direita e três à esquerda de uma cela básica denominada cela braile. O Brasil conhece o sistema desde 1.854.
Incluir quer dizer fazer parte, inserir, introduzir, assim a inclusão social de pessoas com especificidades significa torna-las participantes da vida social, econômica e política, assegurando o respeito aos seus direitos no âmbito da sociedade, do Estado e do Poder Público.
A preocupação com a inclusão escolar de pessoas com deficiência vem sendo abordada em diversos setores da sociedade e é notório que as condições de aprendizagem dos deficientes visuais diferem das condições encontradas em pessoas videntes. Desta forma, são necessárias adaptações as condições referentes à estrutura material e à metodologia de ensino é uma das questões que mais exige atenção por parte dos educadores. Temos ainda, a importância do ensino de língua estrangeira que também é ressaltada, o que exige uma reflexão acerca do encontro entre o ensino de idiomas e as condições do ensino para deficientes visuais.
Pensando nisso, a Wizard (escola de idiomas) criou um material didático tecnológico e atualizado, a wizpen e os recursos de áudio que estimulam a fluência no idioma de interesse e o aprimoramento da pronúncia, fala e escuta. O aluno com deficiência visual ou não, consegue tirar suas dúvidas de pronúncia das palavras aprendidas sem precisar recorrer apenas ao professor na sala de aula. Isso porque o material possui uma tecnologia inovadora que permite que a wizpen faça a leitura das palavras, frases, expressões e músicas ali contidas, sendo que o livro existe na versão em braile, para que o aluno com deficiência visual possa utilizar.
Desta forma, o aluno com deficiência visual pode participar da aula com os mesmos recursos de aprendizagem que o aluno vidente. Os livros em braile existem atualmente para crianças a partir dos quatorze anos, sendo desde os livros iniciais até os avançados. Onde em todos eles o aluno pode contar com o recurso da wizpen, que pode ser utilizada em qualquer lugar, já que é recarregável e portátil. Para ativar o dispositivo, basta o aluno com deficiência visual tocar com a caneta wizpen na célula braile ativadora, assim a referida palavra, expressão ou frase será reproduzida pela pequena caixa de som que fica na caneta, onde o aluno pode ainda conectar a um fone de ouvido para sua melhor compreensão dos sons produzidos pelo dispositivo.
Assim, a wizpen é mais uma tecnologia para aprendizagem de pessoas com deficiência visual, que ajuda não só no ensino do idioma, mas que também ajuda na inclusão de pessoas com deficiência visual em uma turma com pessoas videntes utilizando os mesmos recursos de aprendizagem. Desta forma, a criança, adolescente ou adulto que possui a deficiência se sente igual e tão valorizado quanto o aluno que não possui nenhuma especificidade.
Esperamos que o Brasil continue investindo em tecnologias para a melhora da educação, especialmente para este público, os alunos com deficiência visual, que necessitam de recursos especiais para sua aprendizagem e metodologias diferenciadas, afim de tornar o país mais inclusivo.

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