O Avanço da educação
inclusiva com o uso do Play Down
Por - Alessandra Goulart (1370429),
Andressa de Miranda (1780230), Maria Janine Arias (1814393), Drielle Aguiar (1786055)
Polo – Uruguaiana
Data - 13/09/2017
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Fonte:
https://claudilsonpezao.files.wordpress.com/2013/10/sindrome-de-down14.jpg
Atualmente
no Brasil nascem a cada ano mais de 150 mil crianças portadoras de Síndrome de
Down. Esta síndrome é causada por uma mutação genética que ocorre durante a
gravidez. Além das características físicas apresentadas pelos portadores da
doença, como língua grande e pesada, fraqueza dos músculos, atraso no
desenvolvimento motor, entre outros, podemos ressaltar principalmente o retardo
mental leve ou moderado característico da doença. Este retardo acarreta em um
funcionamento intelectual inferior a média.
Quando a
criança portadora da Síndrome de Down ingressa na vida escolar, é necessário o
educador entender que é preciso utilizar uma forma diferenciada para ensinar este
aluno, tendo em vista as dificuldades na aprendizagem que esta síndrome
acarreta, em contrapartida sempre trabalhando com a inclusão deste no meio de
ensino.
Pensando
nisso, um grupo de formandos da Escola Técnica Estadual Dr. Emílio Hernandez Aguilar,
criou o aplicativo PlayDown, que pode ser utilizado em smartphones, tablets e
computadores.
Este
aplicativo tem se destacado como vencedor na categoria de inclusão social, sendo
ele o mais acessado e utilizado para este fim. .
Desenvolvendo
nos alunos portadores com Síndrome de Down e outras deficiências
intelectuais, suas capacidades
cognitivas de uma forma mais ampla, satisfatória e inclusiva do ponto de vista
educacional.
Contendo
jogos de diferentes níveis, que ajudam a desenvolver a parte de coordenação
motora, memorização, atenção, raciocínio lógico e autodomínio.
Segundo
uma professora de educação infantil que atua na etapa VI na cidade de
Uruguaiana, estes jogos tem auxiliado de maneira satisfatória no aprendizado
dos alunos, suprindo as principais necessidades dos mesmos.
Esta
educadora costuma utilizar o mesmo método de ensino para todos os alunos,
inclusive para um aluno portador de Síndrome de Down.
Ao
ver que seu aluno portador de Síndrome de Down, não estava se desenvolvendo
conforme o planejado, resolveu acrescentar à seu plano de aula o uso do
aplicativo Play Down.
O
seu planejamento é realizado da seguinte forma: este aplicativo é usado em dias
alternados, geralmente 3 vezes na semana por cerca de 1 hora. As crianças
realizam as atividades pré-estabelecidas, com o auxílio dos computadores da
escola. Essas atividades são monitoradas de forma em que os alunos possam ser
avaliados, sabendo-se então qual o rendimento dos mesmos com a utilização do
aplicativo.
Durante
3 meses, pode-se observar o bom desempenho da classe. Principalmente do aluno portador de Síndrome,
que foi o que mais apresentou melhoras no seu desenvolvimento.
Sendo
assim, o uso do aplicativo tem sido bastante positivo para toda a turma.
Aproximando cada vez mais o colega especial e fazendo-o se sentir incluso aos
demais.
Com
isso, podemos perceber que a aprendizagem tem se tornado mais atrativa e
motivadora para os alunos, despertando o interesse e vontade do aprender de
forma lúdica.
Nota-se
também o grande avanço da educação, gerando um suporte maior para as crianças
que necessitam de um aprendizado especial e diferenciado. Incluindo-os de uma
maneira mais justa.
Então,
conclui-se que a inclusão nas escolas tem sido vista e praticada de uma maneira a beneficiar tanto os alunos, quanto os professores, que ficam
bastante satisfeitos com os seus avanços a cada etapa que se é concluída.
Claro,
não se deixando esquecer, que não são todas escolas que tem recursos e
qualificação necessária para receber alunos portadores de deficiências, a
inclusão nas escolas ainda tem um caminho longo e árduo a ser percorrido até
ter a qualidade necessária para atender os portadores de necessidades
especiais.
Devemos
ressaltar que a inclusão deve ser bem mais trabalhada, não só em escolas, mas
também na sociedade. Pois grande parte das pessoas ainda tem preconceitos com
todos os tipos de deficientes, muitas vezes por não saber como agir com essas
pessoas, por medo de não ser compreendidos, ou por outros motivos acabam
isolando os mesmos, tratando-os como incapacitados e até mesmo os causando
constrangimentos. Precisamos entender que apesar das diferenças somos todos
iguais, e munidos sempre de respeito mútuo e amor ao próximo faremos uma
sociedade muito melhor de se viver.
Todos
por um país igualitário, onde não haja preconceitos!


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