Escola adora o recurso de jogos educativos para superar os obstáculos de aprendizagem.
Edlene Priscila Da Silva    RU: 18656
Luciélen Rodrigues De Freitas   RU: 1390106
Polo – Uruguaiana (RS)
Data: 15/09/2017


 
 Fonte: https://canaltech.com.br/apps/Alunos-do-ITA-criam-aplicativos-que-auxiliam-criancas-com-dislexia/

No começo de Setembro de 2017 uma escola estadual de Uruguaiana (RS) aderiu a um diferenciado recurso tecnológico para auxiliar alunos de inclusão.

O professor João de Almeida do 5° ano do ensino fundamental da E.E.E.M. Dom Hermeto possuí uma turma com vinte e cinco alunos, e vinha obtendo dificuldades para desenvolver seu plano pedagógico, pois obtém dois alunos com dislexia (dificuldade no reconhecimento preciso ou fluente da palavra na habilidade de decodificação e soletração) e precisa realizar um trabalho diferenciado com essas crianças sem excluí-las do conjunto de alunos.

Sua objeção surgiu a partir da falta de recursos da escola e da capacitação de professores especializados para lhe auxiliar. Diante do contexto João de Almeida procurou alternativas e adotou no currículo escolar o recurso tecnológico ARAMUMO.

Aramumo é um jogo vencedor de um desafio idealizado pelo instituto ABCD, organização não governamental que mantém programas para pessoas com dislexia e outros transtornos de aprendizagem. O aplicativo foi criado por um grupo de estudantes (Eric Gomes, Márcio Araujo, Vitor Gonçalves) do instituto tecnológico de aeronáutica (ITA)

O aplicativo tem como principal objetivo ajudar quem tem dificuldades de relacionar o reconhecimento e interpretação dos sons ás palavras e sílabas, ordenar e escrever corretamente, além de memorizar sons de cada letra, e estimular a coordenação motora fina.

De acordo com a diretora presidente do instituto (ITA) Mônica Cristina Weinstein, o desafio do concurso surgiu da constatação de que existem pouquíssimos recursos de tecnologia em língua portuguesa para quem tem dislexia.

Segundo pesquisas realizadas pelo IBGE cresce cada vez mais o número de crianças com inclusão nas escolas públicas, mas ainda as instituições vêem enfrentando dificuldades com a falta de recursos para auxiliar o desenvolvimento dos educando. Mais comum do que se imagina, a dislexia atinge cerca de 10% a 15% da população mundial, sendo que aproximadamente 4% apresentam dificuldades acentuadas no aprendizado, de acordo com a psicopedagoga Adma Calux, de Sorocaba, interior de São Paulo.

Os primeiros sintomas aparecem durante a alfabetização. A demora na aquisição da leitura e da escrita e a grafia incorreta, com trocas, omissões, junções e aglutinações de fonemas, são os primeiros indícios de que a criança pode apresentar o distúrbio.

Visando esses problemas a escola Dom Hermeto busca atender as necessidades educativas especiais de todos, priorizando desenvolver as habilidades de aquisição de conhecimento.

A tecnologia é um recurso que chama a atenção dos jovens e pode ser um recurso muito favorável para ser aliado do professor em sala de aula.

A escola por não possuir muitos recursos financeiros buscava algo prático para poder auxiliá-la, logo então o aplicativo Arumumo possui essa capacidade, de ser gratuito e poder ser baixado em qualquer aparelho com sistema operacional Android.

O professor realiza diversas atividades através do jogo, onde os alunos já conseguem formar frases e pequenos textos com o aplicativo, assim João já consegue perceber mudanças no cognitivo dos alunos com dislexia.

Vivemos um tempo de transformação de referências curriculares, que indicam que não cabe ao aluno se adaptar à escola tal como foi construída; a escola é que deve se reconstruir para atender a toda a sua comunidade, da qual fazem parte pessoas com e sem deficiência.

Portanto, são necessárias as adaptações nos espaços e nos recursos e principalmente uma mudança de atitude, que já reflitam a concepção de desenho universal, não só na estrutura física das escolas, como também no desenvolvimento das práticas de ensino e aprendizagem e nas relações humanas



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