Aplicativo auxilia no desenvolvimento de autistas
Aplicativo auxilia no desenvolvimento de autistas
Por - Nathaly Avila, RU: 1351962
Larissa Pituco, RU: 1355821
Polo – RS Uruguaiana
Data (12/09/2017)
https://www.google.com.br/searchq=autista&search=inms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjDcftwaDWAhVGHpAKHejgBioQ AUICigB#imgrc=ICI94qu1KrizM
O autismo identifica uma síndrome onde as dificuldades estão presentes desde o início da vida, que se evidenciam no social por problemas permanentes como em estabelecer relações com os outros, comunicação, dificuldade com interações sociais, interesses obsessivos e comportamentos repetitivos. A ciência até hoje não conseguiu explicar a síndrome, mas sabe-se que comprometimentos na área social acabam afetando em diferentes níveis o desenvolvimento da linguagem e da aprendizagem de regras e padrões sociais. A Organização Mundial da Saúde, OMS, calcula que o autismo afeta uma em cada 160 crianças no mundo e a ocorrência da condição neurológica tem aumentado. A experiência na efetivada na EMEI Casinha da Emilia com os alunos autistas tem produzido muitas evoluções às crianças. O relato da professora Carla tem sido comum em diferentes escolas. A professora Carla nos conta: "Na minha sala de aula com 5 anos tenho o aluno Gabriel, comecei a observá-lo no primeiro dia letivo, quando ao entrar na escola as crianças estavam animadas, cheias de energias e com muitas expectativas para seu primeiro dia de aula, porém demonstrou pouca interação. Observava os demais alunos interagindo enquanto Gabriel sentado na primeira fileira
permanecia calado e o tempo todo com os olhos fixos em um ponto indetectável pelos colegas de classe. Até que, durante a aula, ele repentinamente se levanta e começa a passear pela sala de aula. Ao tentar levá-lo para a cadeira onde ele estava sentado, fui surpreendida com gritos, arranhões e pontapés. Em seguida, o silêncio. Gabriel fecha-se novamente em seu universo particular, logo chega a hora de ir embora, assustada com as atitudes manifestadas; cheguei em casa e comecei a pesquisar sobre o seu comportamento, pesquisando a impressão que tive era de que Gabriel era uma criança autista. Comecei a observar todos os dias seu comportamento, por vezes ele era uma criança agressiva , não tinha contato com nenhum dos colegas e tinha um mundo completamente só dele. Não cabia a mim dar qualquer diagnóstico em relação a alterações no comportamento, pois esta é uma função do médico psiquiatra ou neurologista, portanto conversei com os pais e pedi que encaminhasse Gabriel ao médico, eles não gostaram da ideia e saíram logo dizendo que esse era o jeito de Gabriel, pois normalmente é difícil para os pais acreditar que a criança sofre de alguma síndrome, mas consegui convencê-los a levar ele a um especialista. Passaram-se então algumas semanas e o diagnóstico era de que Gabriel era sim uma criança que sofria desta síndrome ao saber não fiquei surpresa pois já desconfiava, então comecei a pensar em como poderia ajudar este garotinho a melhorar a interação com os colegas e até mesmo no seu desenvolvimento na sala de aula". Esse é o dilema de muitos professores, porém esta realidade teve um final feliz. Ao pesquisar e procurar estratégias a professora encontrou o aplicativo ABC Autismo que auxilia crianças e adolescentes autistas com dificuldade no processo de aprendizagem. O aplicativo é dividido em dois níveis, nos dois primeiros a criança aprende habilidades como transposição e discriminação. A partir do terceiro nível, as atividades ficam mais complexas, exigindo um maior raciocínio por parte do autista. O quarto e último nível do aplicativo aborda a questão do letramento, no qual é ensinado a repartição de sílabas, conhecimento de vogais e formação de palavras. A professora Carla relata com alegria: "Comecei a utilizar este aplicativo com o Gabriel mas pedi também ajuda aos pais que incentivassem ele em casa nas horas vagas com o aplicativo. No primeiro dia que mostrei para ele que iria ensinar ele a usar ele já mostrou bastante interesse e ficou muito agitado pois queria pegar o celular e eu tive que acalmá-lo para começar o processo com o aplicativo, depois de acalmá-lo mostrei como era para fazer e ele muito curioso foi fazendo as atividades do primeiro nível e com muita atenção nos exercícios ele passou o primeiro nível, deixamos para fazer um nível por aula, e ele conseguia usar direitinho passando por todas as fases, foi assim que consegui com que ele melhorasse e evoluísse bastante".
Por isso a importância do uso do aplicativo na educação que é um aliado na alfabetização e letramento de crianças autistas, devendo ser utilizado em espaços escolares por profissionais da educação a fim de ampliar a aprendizagem de alunos com autismo.

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